Mangue
Poucas plantas estão aptas a sobreviver num local inundado pelo mar e com pouco oxigênio, mas isso não impede que florestas cresçam na água salobra. Suas árvores podem chegar a 20 metros de altura e suas raízes são capazes de passar períodos ficando cobertas pela água do mar e conseguir o oxigênio que não encontram no solo. É o caso das raízes chamadas 'pneumatóforas', que deixam uma ponta fora da lama, ajudando a planta a 'respirar'.
A flora do
manguezal é constituída por:
- Mangue vermelho – com presença de raízes que surgem dos galhos e troncos,
alcançando o substrato. Este solo apresenta grande deposição de matéria
orgânica, grãos de areia e partículas de argila transportada pelos rios e
mares, suportam também grande variação de salinidade e deixam de respirar
quando a maré está alta, restabelecendo a respiração (abrindo os poros de suas
raízes) com a maré baixa.
- Mangue preto - espécie que apresenta tronco
geralmente cor castanho claro. Criaram
ao longo de milhares de anos um mecanismo que garantisse a sua respiração,
assim surgiu os pneumatóforos (raízes modificadas) que crescem verticalmente,
saindo do sedimento e expondo-se ao ar.
- Mangue branco - apresentam pneumatóforos (em menor
quantidade e em número que no mangue preto) para auxiliar a respiração,
devido a presença de lodo. Fato este explicado pela baixa aeração desse tipo de
solo, formado por pequenas partículas coesas que
impedem a circulação do ar.
Desenvolvendo
sobre as árvores do mangue, podem ser encontrados liquens, musgos, samambaias,
bromélias, orquídeas, cactos, dentre outros.

Restinga

Podemos citar como exemplos de algumas espécies características da restinga o sumaré, alfa-goela, açucena, bromélia, orquídeas, cactos, sepetiba, canela, pitanga, figueira, angelim, entre outros.
A formação vegetal mais próxima à praia é chamada de halófila. Encontra-se sob influência direta do mar, apresentando poucas espécies adaptadas à alta salinidade. São elas Sesuvium portulacastrum, Blutaparon portulacoides e Sporobolus virginicus, representantes das famílias Aizoaceae, Amaranthaceac e Poaceac, respectivamente.
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