Ao contrário de outras florestas, os
manguezais não são muito ricos em espécies, porém se destacam pela
grande abundância das populações que neles vivem. Por isso, podem ser
considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.
Devido à riqueza de matéria orgânica
disponível, uma grande variedade de seres vegetais e animais irão
utilizá-la: centenas de diferentes tipos de minúsculos seres,
denominados plâncton. A fração vegetal do plâncton, denominada
fitoplâncton, retira os sais nutrientes da água e, através da
fotossíntese, cresce e se multiplica. Agora, a porção animal do
plâncton, o zoo-plâncton, alimenta-se das microalgas do fitoplâncton e
de matéria orgânica em suspensão. Larvas de camarões, caranguejos e
siris filtram a água e retiram microalgas e matéria orgânica. Pequenos
peixes filtradores, como a manjuba, também se alimentam desse rico caldo
orgânico. A partir das microalgas, se estabelece uma complexa teia
alimentar.
Quanto à fauna, destacam-se as várias
espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos.
Nos troncos submersos, vários animais filtradores, tais como as ostras,
alimentam-se de partículas suspensas na água. Os caranguejos em sua
maioria são ativos na maré baixa, enquanto os moluscos alimentam-se
durante a maré alta. Uma grande variedade de peixes penetra nos
manguezais na maré alta. Muitos dos peixes que constituem o estoque
pesqueiro das águas costeiras dependem das fontes alimentares do
manguezal, pelo menos na fase jovem. Diversas espécies de aves comedoras
de peixes e de invertebrados marinhos nidificam nas árvores do
manguezal, sendo ele importantíssimo tanto para os seres aquáticos, tanto para os aéreos.
Restinga
Caranguejo, maria-farinha, besourinho-da-praia, viúva-negra,
gavião-de-coleira, gafanhoto-grande, barata-do-coqueiro, sabiá-da-praia,
coruja-buraqueira, tié-sangue, perereca, jararacussu-do-brejo, todos
estes são alguns dos habitantes da restinga.
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