O mangue e a restinga a cada ano sofre degradação, sempre menosprezados com sujeiras, matos e bagunças. Porém viemos aqui para mostrar e revelar às pessoas o valor destes, um valor insubstituível, que não dá para "repor depois"...
O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo. Menosprezado no passado, já que a presença do mangue estava intimamente associada à febre amarela e à malária, enfermidades já controladas. Mas a palavra mangue, infelizmente, adquiriu o sentido de desordem, sujeira ou local suspeito. O manguezal foi durante muito tempo considerado um ambiente inóspito pela presença constante de borrachudos, mosquitos pólvora e mutucas. As florestas escuras, barrentas, sem atrativos estéticos e infectadas por insetos molestantes fez com que, até meados da década de 70, se pensasse que o progresso do litoral marinho fosse equivalente a praias limpas, aterros saneados, portos confinados por concreto e experimentos de cultivo para aproveitar os terrenos dos velhos manguezais. Embora seja grande a importância econômica e social do manguezal, este enfoque foi em parte responsável pela construção de portos, balneários e rodovias costeiras em suas áreas, diminuindo a extensão dos mangues.
Mas ainda sim, hoje, a costa brasileira apresenta, numa superfície de cerca de 20 mil km², desde o Cabo Orange, no Amapá, até o município de Laguna, em Santa Catarina, manguezais quase intactos.
Além do Brasil, manguezais também podem ser encontrados no resto da América, África, Ásia e Oceania.
Já as restingas podem ser encontradas em grande parte do Planeta, mas especificando o Brasil, as restingas se distribuem geograficamente ao longo
do litoral numa extensão de mais de 5000 km, não ocorrendo de forma
contínua, ocupando 79% da costa brasileira.
Vamos salvar o que resta destes ecossistemas, a responsibilidade é nossa, pois se não cuidarmos, o problema também vai ser nosso!
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